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Em terra de ninguém quem respeita a lei de proteção de dados é rei!

A Internet não é terra de ninguém e tem regras, é o que prevê a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que está na eminência de entrar em vigor. Fake News, invasão de privacidade, clonagem de dados são alguns dos problemas que enfrentamos na era digital… e, se não há como frear a digitalização (e não há), então devemos criar mecanismos de defesa de dados e privacidade sim.

Na prática, com a LGPD a sociedade poderá controlar de forma mais efetiva os seus próprios dados e garantir a privacidade de suas informações pessoais e jurídicas. A padronização das normas e procedimentos também garante que as empresas mantenham o mesmo nível de competitividade.  Isso porque, as regras para captação de informações devem ser acatadas tanto por organizações particulares, como nas esferas federal, estadual e municipal, inclusive, sem levar em consideração o setor de atuação no mercado.

Os dados pessoais (famosos leads) são uma verdadeira mina de ouro para as empresas movidas pela atual Sociedade da Informações, cada vez mais hiperconectada, principalmente com as redes sociais, Big Data, Marketing Comportamental e aplicativos que “baixamos” em nosso dia-a-dia. Os dados compartilhados treinam algoritmos e movimentam bilhões de reais ao redor do mundo.

O matemático e cientista de dados, Clive Humby chegou a dizer em 2006: “Dados são o novo petróleo”, prevendo como seriam as movimentações do mercado global nos anos seguintes. E porque nossos dados são tão preciosos? Porque através deles é possível saber quem são os potenciais clientes, onde estão e o que desejam na sua jornada de compra.  Quem nunca teve a impressão de que as redes sociais estavam adivinhando seus pensamentos? Quem nunca foi perseguido por produtos e serviços na web após uma pesquisa no Google?

Infelizmente nesse cenário também observamos uma escalada de cibercrimes. Em 2018, uma pesquisa da McAfee apontou que no Brasil teve perdas progressivas com golpes virtuais que chegaram a R$ 10 bilhões por ano.  Neste sentido, um dos primeiros escândalos foi em 2015, com a consultoria Cambridge Analytica, que combinava a mineração e a análise de dados para fins políticos estadunidenses.

Simplificando… que tal olharmos aos principais pontos da lei previstos na LGPD?

– Mesma regra para todo o território nacional, não importando se a organização está sediada aqui ou fora.

– O dado pessoal passa a ser toda informação que permite identificar um indivíduo que esteja vivo, como nome ou CPF.

– Terá que haver um consentimento do próprio cidadão para utilizar os dados.

-Precisará ser informado ao cidadão o porquê da empresa solicitar este dado.

– A Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD) irá fiscalizar e as organizações deverão ter agentes responsáveis para o tratamento de dados.

– Garante ao cidadão solicitar dados para que sejam deletados, voltar atrás de um consentimento e até transferir informações para outro fornecedor de serviços.

– E é melhor que as empresas se adequem quando a lei entrar em vigor, senão, as multas serão bem pesadas, podendo chegar a 2% de todo o faturamento.

Enfim, já era tempo de regras em território digital, obviamente passando longe de qualquer aspecto que possa denotar a censura ou cerceamento dos cidadãos se expressarem. A maioria das empresas ainda não estão preparada para a LGPD e consultores e profissionais que possam dar um suporte neste momento são essenciais para a adequação.  Precisamos estar preparados porque o futuro já chegou e em terra de ninguém que respeita a LGPD é rei!

Rafaela Andrade  é mestre em Comunicação e diretora-executiva da Ágora Marketing Digital e Performace.

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